Jardim Nicéia sofre com criminosos que se aproveitam
dos problemas do bairro para praticar delitos
Adriana Salgado
Thais Perregil
Má iluminação, mato alto, excesso de lixo; são assim as ruas do bairro Jardim Niceia. Cenário perfeito para assaltos e emboscadas, os moradores convivem diariamente com o perigo. A falta de infraestrutura básica no bairro acaba contribuindo para a atuação de assaltantes e outros criminosos. O mato alto é um esconderijo perfeito e junto com a falta de iluminação difculta a percepção dos moradores. Casos de assaltos e furtos são frequentes nas redondezas do bairro. A estudante de jornalismo Samantha de Andrade nos conta sobre sua experiência: “Ano passado fui assaltada passando pelo atalho, na frente do bairro. A assaltante correu para o mato e em seguida rumo às casas. Até hoje não sei se era ou não moradora, mas a péssima infra-estrutura e o não cuidado com o mato em volta do Nicéia favorecem a prática de tais delitos”, analisa. Além desse tipo de ocorrência, outra que acontece é a tentativa de estupro. No último dia 25 de maio, por volta das 20 horas uma moradora do bairro passava pelo matagal na entrada do bairro,
onde se costuma jogar lixo e tem pouca iluminação. Foi quando um indivíduo a pegou pelo braço e não tentou assalto, mas jogou spray de pimenta para que ela não o identificasse. Ela conseguiu fugir e chamou a polícia, que demorou para chegar e não fez nenhuma busca, apenas pegou os dados da moradora. “Quando há indicação de drogas, a polícia chega rápido, porém quando é outra coisa a situação é tratada com mais descaso”, comentou a moradora. A vítima não conseguiu identifcar o infrator, mas os moradores acreditam que não seja alguém da comunidade. Acreditam que possa ser um fugitivo que está rondando a região. Agora a moradora está voltando do seu trabalho para a casa de moto táxi, por causa do medo, e isso tem gerado um gasto a mais em suas contas, para ela que é recepcionista e tem apenas 20 anos. A policia militar da região foi questionada sobre medidas de segurança para o bairro e sobre o número de ocorrências no último semestre na região, mas até o fechamento desta edição a instituição não se pronunciou.
