Tira-dúvidas: Epidemia de Sífilis

O começo de ano é uma época de fazer um balanço do ano, relembrar tudo o que aconteceu de bom e o que poderia ter sido melhor. Assim como as pessoas, os órgãos públicos também fazem essa análise.

Para o Ministério da Saúde, 2016 não foi tão positivo: houve crescimento no número de casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), em especial os de sífilis.

O aumento no número de casos foi tão rápido que caracterizou a doença como epidemia. A sífilis pode ser transmitida de duas maneiras: por relações sexuais ou da mãe infectada para o bebê, durante a gestação ou na hora do parto.

A principal causa da epidemia foi a diminuição do uso de preservativos na hora do sexo. O tratamento é feito pelo antibiótico penicilina benzatina e deve ser tomado pelo parceiro ou parceira sexual também, não só pelo portador da doença. No caso da transmissão da mãe para o bebê, o acompanhamento pré-natal é muito importante: o tratamento, também com penicilina, deve ser iniciado o quanto antes.

A médica pós-graduada em doenças sexualmente transmissíveis Daniela Gardioli tira algumas dúvidas sobre a doença.

Quais exames detectam a sífilis?
O exame é o VDRL, um exame de sangue comum. Esse exame está disponível na rede pública e pode ser pedido pelo médico do posto de saúde.

Quais os principais sintomas e consequências da doença, se não for tratada?
A sífilis é uma doença que tem várias formas. Logo no início da infecção aparece uma ferida no órgão genital, mas a ferida desaparece sozinha, mesmo sem tratar a doença. Depois de algumas semanas surgem manchas vermelhas pelo corpo e até verrugas na região genital, que desaparecem depois. Aí a doença entra em silêncio e os sintomas só reaparecem anos depois e são mais graves, com alterações nos sistemas nervoso e do coração.

E em casos de transmissão da doença da mãe para o bebê, como ele é afetado?
O bebê pode nascer com alterações ósseas, cegueira, microcefalia, podendo levar até à morte. Como se prevenir? A prevenção deve ser feita com o uso do preservativo sempre, em todas as relações sexuais.

Giovana Moraes

Crédito da imagem: Leonardo Rattes/Ascom Sesab

Deixe um comentário