O bairro ainda não está no trajeto da coleta seletiva.
Enquanto isso, os moradores podem garantir sua contribuição para a reciclagem.
Os moradores do bairro sempre reclamam do acúmulo de lixo em várias ruas. Recentemente, uma lixeira comunitária foi retirada na rua 4. A lixeira servia como ponto de descarte de lixo de todo o bairro e sua retirada gerou polêmica entre os moradores.

Osvaldo Ribeiro, morador da rua 5, considerava a existência da lixeira positiva, porque diminuía o acúmulo de lixo nas casas e nas ruas de um modo geral. No entanto, admite que para quem vive na rua 4 era incômodo, pela aglomeração de lixo, que causava desordem e sujeira.

O morador Francisco Lázaro, da rua 4, descreve a situação: “era uma lixeira a céu aberto e muitos animais rasgavam os sacos, espalhando lixo e, consequentemente, aumentando a proliferação de ratos e mal cheiro”.
Rosimeire Adriana, também da rua 4, conta que a Dona Cida, que mora em frente ao ponto onde havia a lixeira, era quem se encarregava da limpeza por conta própria. Francisco e Rosimeire defendem que a coleta de lixo no bairro seja feita em dias específicos para, assim, manter a organização e a limpeza.

Segundo Nivaldo Peres, gerente do setor de limpeza pública da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (EMDURB), o órgão não sabe a que instituição pertencia a lixeira coletiva e nem o motivo pelo qual foi retirada, mas informa que o caminhão de coleta de lixo orgânico passa no bairro às terças, quintas-feiras e sábados, no período da tarde.
Coleta seletiva
Uma alternativa para diminuir o acúmulo de lixo é a coleta seletiva. Esse processo consiste na separação do lixo orgânico do lixo reciclável. A bióloga Maria Aparecida de Barros Agostinho explica que a quantidade de lixo despejado no aterro sanitário é muito grande. O aterro é o local para onde são levados os sacos de lixo recolhidos pela cidade, e grande parte desse material é reciclável.
“Com a coleta seletiva, nós reciclamos mais, e com certeza esses lixões teriam uma vida útil muito maior, porque estaria indo para lá o que realmente é degradável”, ressalta a bióloga. Separando o lixo reciclável também ajudamos a natureza, pois “com a reciclagem, temos a reutilização desses materiais para que não precisemos retirar da natureza novamente”.

Para a coleta seletiva vão todos os materiais que não são orgânicos. Orgânicos são restos de alimentos e frutas, lixo do banheiro etc. Já as latas, sacos, papéis, embalagens PET (refrigerante, suco, óleo, vinagre), canos etc, são materiais recicláveis e devem ser separados e destinados ao ponto em que o caminhão da reciclagem faz o recolhimento. Outra alternativa é levar o material reciclável para o Ecoponto mais próximo. Os Ecopontos também aceitam madeira, móveis, eletrodomésticos e pequenas quantidades de entulho.

A coleta seletiva, na prática, não existe no Jardim Nicéia. Não há nem mesmo lixeiras distintas para que os moradores do bairro possam contribuir. Nivaldo Peres esclarece o funcionamento: “no Nicéia os próprios catadores acabam tomando a frente na coleta de recicláveis, às vezes até mesmo na frente dos caminhões de lixo dos recicláveis”. Segundo ele, a coleta seletiva está prevista para começar a ocorrer a partir da próxima expansão da coleta, mas não especifica datas. Por enquanto, o que acontece agora “é que uma vez por semana o caminhão que recolhe recicláveis passa no bairro”, finaliza o gerente da EMDURB.
A bióloga Maria Aparecida esclarece que é fundamental a ação dos moradores para que a separação do lixo reciclável ocorra. Pequenas atitudes como separar papel, metal, plástico, vidro e orgânicos facilitam o trabalho dos coletores e ainda ajudam tanto o meio ambiente quanto a qualidade de vida no bairro.
Para mais informações ou para alguma reclamação, os moradores devem acessar o site da Emdurb ou ligar no telefone: (14) 3833-9087.
Fabiana Farias
Leticia Alves
Milena Almeida
Paula Bettelli
