Tira-dúvidas: Entrevista de Emprego

O que falar e como agir em uma entrevista de emprego são dúvidas frequentes da maioria das pessoas que estão em busca de uma vaga.

Business, job interview concept.
Foto: ijeab / Freepik

Pensando nisso, conversamos com a coach profissional e gerente de recursos humanos, Sheila Limão, para esclarecer e dar dicas sobre o tema.

O que chama a atenção no currículo?
A organização, tem que ser conciso e ter uma página. O que eu olho no currículo é se tem o que eu estou buscando, analiso a idade e o tanto de experiências que o candidato já teve. Procuro atitude, comprometimento.

Como o candidato deve agir na entrevista?
O principal é a serenidade. Deve manter-se tranquilo, porque se a pessoa está nervosa e agitada ela não conseguirá expressar o seu conhecimento e contar suas experiências. Avaliamos a pessoa pelo conhecimento, habilidade e atitude. Buscamos extrair o que está no currículo. Também criamos situações como as que o candidato irá lidar caso consiga a vaga. Assim, podemos analisar o comportamento da pessoa.

Em relação às roupas e à postura do candidato, o que se recomenda?
O primeiro ponto analisado é a aparência. Não é que julgamos pela aparência, mas o candidato deve se apresentar com uma roupa comportada e arrumada. Manter a discrição e a boa educação. Sobre piercing e alargador, na minha empresa é normal se contratar pessoas com esse perfil, até porque isso é muito comum na realidade em que a gente vive. Agora, é diferente se for para trabalhar em um banco, por exemplo, para atender o público.

Discriminação é crime, sim!

A discriminação na entrevista de emprego pode vir em forma de perguntas sem relação com o trabalho oferecido, sobre religião, orientação sexual, filhos ou casamento, exceto quando a pergunta é direcionada aos sabatistas, que não trabalham aos sábados. Ou até ocorrer pela aparência, no caso de pessoas negras, indígenas, mulheres, pessoas obesas ou deficientes. Caso alguém se sinta descriminado e tenha alguma prova, como uma gravação ou testemunhas, é possível processar a empresa judicialmente por danos morais e até registrar boletim de ocorrência.

Ana Carolina Montoro
Nathalia Soares

Deixe um comentário