Tire suas dúvidas para evitar e identificar a doença.
Era um dia normal para Seu Américo, morador da Rua 5, quando, de repente, ele começou a passar mal e foi levado por parentes ao pronto socorro, sem dores e sem entender o que estava acontecendo.
Aos 60 anos, Seu Américo estava sofrendo um acidente vascular cerebral, o temido AVC. Até hoje, as lembranças sobre esse dia não são muito claras. Após ser socorrido e levado ao pronto socorro, ele foi transferido para um hospital e liberado dias depois.

Leonardo Medeiros, médico do Hospital de Base de Bauru, explica que o AVC, também conhecido como derrame cerebral, é uma doença neurológica que corta a passagem de sangue para uma área do cérebro, levando a morte de neurônios, que são células nervosas. Existem dois tipos de AVC: o hemorrágico, que é um sangramento no cérebro, e o isquêmico, que é a interrupção do fluxo sanguíneo para o cérebro e o que acontece na maioria dos casos.
Raramente um derrame cerebral não deixa sequelas. No caso de Seu Américo, mesmo depois de dois anos do acidente, ele ainda tem dificuldades motoras e usa cadeiras de rodas. “Desde que saí do hospital, não tenho muita estabilidade no corpo e a cadeira de rodas me ajuda na locomoção”, relata o morador.
Nesse momento, o apoio dos parentes e amigos é fundamental para a recuperação e progresso das vítimas de AVC. “Quando preciso, meu filho e o pastor da igreja que frequento me ajudam”, conta Seu Américo que não se deixou desanimar pelas dificuldades, “Na maior parte do tempo, eu me viro sozinho: cozinho, lavo a minha roupa, limpo a casa… Assim vou vivendo a minha vida”, continua o morador. Aos poucos, os sinais do AVC vão desaparecendo. Agora, ele vibra por estar se recuperando e não vê a hora de voltar a dirigir sua mobilete.
Fatores de risco
De acordo com o Leonardo, existem dez principais fatores de risco que podem causar o AVC.
1) Genética;
2) Idade;
3) Sexo feminino;
4) Tabagismo;
5) Sedentarismo;
6) Hipertensão arterial;
7) Diabetes;
8) Dislipidemia: alto nível de gordura no sangue;
9) Obesidade;
10) Fibrilação atrial: batimentos cardíacos rápidos e irregulares.
Sintomas e socorro
Os sintomas são diferentes de acordo com a lesão. “O sintoma mais comum é uma perda de força em um lado do corpo, além de desvio de rima, a boca entortar para um lado, e dificuldade para falar”, explica Leonardo.
O médico recomenda que, assim que alguém reconhecer um sinal de AVC, é necessário ligar o mais rápido para o SAMU, pedindo ajuda. Há alguns anos, o SAMU criou uma estratégia para checar se a pessoa está tendo um AVC ou não. A técnica de memorização utiliza a própria palavra SAMU, na qual as letras representam os principais sintomas de um AVC e a melhor maneira de reconhecê-lo: Sorria, Abrace, Música (cante uma música), Urgência”. Para saber mais sobre essa técnica, assista um vídeo clicando aqui.

No Hospital de Base, há uma equipe de neurologistas treinados para tratar efetivamente o AVC. Segundo Leonardo, desde abril desse ano, foi criada uma linha intensiva de cuidados aos pacientes com derrame no hospital, o que diminuiu a mortalidade de 16% para 6%.
Tratamento
Para seu tratamento, Seu Américo recebe atendimento domiciliar. Um médico, que atende no posto do Jardim Europa, visita sua casa a cada dois meses. Seus remédios são retirados gratuitamente em unidades específicas. Para mais informações sobre a distribuição gratuita de remédios, leia nosso “Tirá-Dúvidas”.
