Apesar do projeto só retomar ano que vem, próximas etapas já são discutidas
Por Isabella Siqueira
A construção do centro comunitário no Jardim Nicéia foi finalmente confirmada, após a solicitação oficial para o uso de uma área institucional ter sido autorizada pela SEPLAN, em agosto. Além de uma horta, o centro comunitário é o próximo objetivo para o bairro, e o planejamento está sendo discutido remotamente por voluntários e moradores do Nicéia. Contudo, devido à pandemia do Coronavírus o andamento do projeto foi adiado pelos próximos meses.

Com o propósito de ter um local que atenda algumas necessidades do bairro, o antigo grupo socioterritorial encaminhou as seguintes ideias: a construção de uma horta e um centro comunitário. Depois da solicitação oficial dos moradores, e envio da documentação e mapeamento da área pela Prefeitura de Bauru, surgiu a possibilidade de utilizar a área institucional para ambos os projetos.
Localizado na entrada do bairro e ao lado da horta, o centro terá entrada pela rua Antenor de Almeida, o espaço público tem o intuito de ser destinado a palestras, oficinas, eventos e qualquer outra demanda do Nicéia.
De acordo com a assistente social do Minha Casa, Minha Vida, Vanessa Ramos, a ideia para um equipamento público surgiu em 2016. Inicialmente o intuito era a construção de um CRAS no bairro, mas, por conta da normativa da assistência social não foi possível tal obra. “E a partir daí nós, profissionais da Prefeitura, nos sentimos na missão de viabilizar esses projetos” afirma, Vanessa.
Para a realização do centro, o bairro irá contar também com a colaboração da Unesp Bauru. A professora Silvana Alves foi responsável pelo projeto da praça inaugurada em 2013, cuja parceria se estendeu ao Rotary Club e a Prefeitura. A professora é coordenadora do Núcleo ArqHab e ficará a cargo mais uma vez do projeto do centro comunitário. De acordo com Silvana, por causa da paralisação das atividades da Unesp, o núcleo não prosseguirá com o planejamento até o ano que vem, quando será discutida a retomada dos trabalhos presenciais.
Contudo, mesmo a distância o próximo passo do núcleo é propor uma conversa com o bairro, com o objetivo de levantar as necessidades dos moradores. A reunião servirá para elencar as demandas junto aos limites do terreno, e assim criar um esboço para a estrutura do centro. “Porque é impossível fazer um projeto de arquitetura e também urbanístico, sem conversar com a comunidade, sem ter a participação deles, e aí sem a possibilidade de marcar reuniões ou assembleias, não tem como a gente dar andamento” ainda disse Silvana. Assim, o custo, a apresentação do esboço e a aprovação da edificação serão estabelecidos apenas em 2021, após a participação do bairro.
Um espaço público construído para as ações dos moradores seria ideal, já que atualmente eles precisam se reunir em suas casas. Marcelo Batista, morador da rua 2, ainda contou em entrevista ao jornal a importância da obra para a população: “Um centro vai ser muito importante, no caso, ainda não temos um lugar para discutir os projetos do Nicéia, e termos as reuniões e quando eu tiver uma sugestão de melhoria, já sei onde levar meu pensamento” disse Marcelo. Assim, mesmo apesar da expectativa de retomada apenas no ano que vem, a iniciativa do centro comunitário já é realidade.

