NOVO PAGAMENTO DO AUXÍLIO EMERGENCIAL TEM INÍCIO EM ABRIL

Seria o suficiente? Conheça os benefícios do programa e como ele impacta a vida de moradores do bairro

Por Ellen Sayuri e Elisa Romera de Freitas

Aplicativo auxílio emergencial do Governo Federal. Foto: Agência Brasil – EBC.

Em Abril de 2020, o Auxílio Emergencial foi elaborado como uma proteção social àqueles que poderiam ter suas vidas financeiras brutalmente ameaçadas pela pandemia. Hoje, cerca de um ano após sua criação, esse benefício permanece necessário diante da maior alta de mortes do país. 

Porém, a assistência não acompanhou a gravidade da atual situação. Com drásticos cortes na verba destinada ao programa, muitos dos beneficiados retornaram a situações de precariedade, perdendo até mesmo o alcance a esse dinheiro.

 Marcelo Batista, 46, exemplificou para o Voz esse cenário: o morador do Jardim Nicéia tem uma filha de 20 anos que recebia o Auxílio de 2020, porém, com a mudança de critérios estabelecidos de um ano para o outro, hoje a garota não consegue mais acessar esse dinheiro.  “Ela fez tudo certinho, igual ao ano passado, mas ela não conseguiu sacar ainda”, desabafa o pai. Então, para sanar essas dúvidas, vamos explicar os principais pontos sobre o programa.

O Auxílio Emergencial 2021, que varia entre R$150,00, R$250,00 e R$375,00, pode ser direcionado apenas a um membro da família e se mantém para as pessoas que já o recebiam em dezembro do ano passado. Não é preciso refazer o cadastro, tampouco atualizar o já existente.

Samara Silva, 25, moradora do Jardim Nicéia, conta com o apoio desde o início da pandemia. Em entrevista ao Voz, contou como os benefícios oferecidos pelo governo afetaram a sua vida financeira. 

Apenas com o dinheiro do ex-marido, a jovem dependia do Programa Bolsa Família para se sustentar e, assim, conseguiu maior liberdade: “a diferença [que o dinheiro trouxe] é que eu conseguia pagar aluguel, comprar alimento e roupas”. 

Contrariamente ao ano passado, como era o caso de Samara, as famílias que já usufruem do Bolsa Família agora receberão apenas um dos benefícios, que será o de maior valor. O pagamento será feito em até quatro parcelas no valores de R$150,00, quando for só uma pessoa, e R$250,00, para as famílias com dois ou mais integrantes. Já para as mulheres que chefiam sozinhas crianças menores de 18 anos, o dinheiro será de R$375,00.

Esse reajuste na quantia oferecida pelo programa afetou diretamente seus usuários que, inevitavelmente, dependiam dele para sua liberdade financeira. O morador Davi Silva, 35, em entrevista ao Voz, contou que os R$600,00 que recebia em 2020 agora fazem falta.

Com a falência da firma em que atuava, acabou desempregado, assim como diversos ex-colegas da empresa. Trabalhando um ou dois dias na semana, os R$150,00 do Auxílio não suprem suas necessidades: “infelizmente não paga nem o leite que as minhas filhas tomam”, explica.

Para terem acesso ao Auxílio, Samara e Davi se enquadram em diversos critérios estabelecidos pelo Governo Federal. Essas condições podem ser consultadas em três meios: no portal da Dataprev, onde é realizada a seleção dos beneficiados; no portal do Ministério da Cidadania, responsável por realizar o pagamento e nos telefones 111 ou 121. 

O prazo para sacar ou movimentar o dinheiro é de 120 dias, após esse período o dinheiro é devolvido para o Governo Federal. Isso pode ser feito pela conta poupança digital da Caixa usando o aplicativo CAIXA Tem e, para quem recebe o bolsa família, há a opção de usar o Cartão Bolsa Família ou Cartão Cidadão em caixas eletrônicos e casas lotéricas.
Em comparação aos 68,2 milhões de pessoas de 2020, neste ano o auxílio beneficiará uma quantidade bem menor, cerca de 45,6 milhões. Sobre isso e a diminuição das mensalidades, o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido), em uma conversa com apoiadores em março, admitiu ser “pouco, mas é o que a nação pode dar”.

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