Primeira prefeita de Bauru tem a aprovação dos cidadãos mesmo com o agravamento da pandemia e polarização com o governo de São Paulo
Por Camila Martins, Gabriel Gatti, Gabriela Armelin e Nathalia Albuquerque

Suéllen Rosim (Patriota) tomou posse no dia 1° de janeiro de 2021, com a missão de “buscar mais qualidade de vida e resgatar a confiança do bauruense”. Já se passaram 100 dias de governo e uma pesquisa realizada pela Ágili Pesquisas e Marketing e encomendada pelo Jornal da Cidade aponta que a prefeita possui 59,59% de aprovação, embora muitas das promessas feitas durante a campanha ainda não tenham se concretizado.
Durante o período eleitoral, Rosim enfatizou que “buscaria uma gestão limpa e humanizada”. Entre suas principais propostas de governo estava dar voz à população ao criar o “Gabinete Itinerante”, em que sua equipe iria sair nas ruas para ouvir os bauruenses. Além disso, a prefeita pretendia combater a microcriminalidade ao promover ações sociais que levem esporte, cultura e lazer a crianças e adolescentes.
Para a saúde, a então candidata a prefeitura propôs um investimento em programas municipais de prevenção de doenças e uma parceria entre sistema público estatal e municipal de saúde, a fim de tornar os atendimentos mais rápidos e eficientes.
Pensando no Jardim Nicéia, Suéllen tinha como proposta a realização de parcerias com a iniciativa privada para resolver os problemas de mobilidade urbana e asfaltamento no bairro. Além disso, a então candidata previa, junto com sua equipe de governo, acelerar os processos de regularização das terras na comunidade e criar formas para melhorar a condição de vida dos moradores.
Com essas propostas, Rosim foi eleita com 55,98% dos votos válidos. Desde o dia 1° de janeiro, a média móvel do Covid-19, isto é, a média de contaminados durante um período de sete dias, marcava 68 casos. Com o decorrer de sua gestão esse dado se elevou, chegando ao dia 1° abril na marca dos 179 casos.
O aumento desse número ocorreu em decorrência da gestão da prefeitura com a pandemia. Ao não aderir à fase vermelha do plano São Paulo, o comércio permaneceu aberto, permitindo a circulação da população. Segundo Rosim, por Bauru não possuir grandes indústrias, lojas, como restaurantes, bares e salões de beleza, são importantes para movimentar a economia da cidade. Desse modo, a prefeita considera que todas essas atividades são essenciais e devem permanecer ativas.
Sendo assim, Suéllen chegou a ser criticada pelo atual governador, João Dória, chamando-a de “negacionista” pela sua forma com que tem lidado com o vírus. No entanto, a prefeita rebateu dizendo ser “realista” e que conhece as necessidades de Bauru.
Entretanto, mesmo com a polarização com o governo estadual, Rosim foi bem avaliada pelos bauruenses na pesquisa realizada pelo Ágili Pesquisas e Marketing, que analisa sua aprovação durante os 100 primeiros dias no poder. Dos 545 entrevistados, 53,69% dizem que a prefeita está governando a cidade melhor do que o antigo gestor, Clodoaldo Gazzetta (PSDB). Além disso, 70,48% dizem que confiam em Suéllen.
O Jornal Voz do Nicéia tentou entrar em contato com com a prefeita por diversas vezes, buscando uma visão do próprio poder Executivo de Bauru em relação aos 100 dias de gestão e sobre o que foi feito até o momento e quais serão os próximos passos para o desenvolvimento da cidade e, principalmente para o enfrentamento à pandemia de Covid-19, porém não obtivemos nenhum pronunciamento.

