Nova onda de Covid-19 eleva o número de casos e pressiona o sistema de saúde de Bauru

Medidas de prevenção e vacinação seguem sendo fundamentais

Por Mariana Nicastro e Sabrina Ferreira

Apesar da variante Ômicron ter se mostrado menos letal, sua taxa de transmissão é alta e a ocupação dos leitos hospitalares volta a subir (Foto: Amir Arabshahi/Unsplash)

A nova variante Ômicron vem preocupando as autoridades sanitárias mundiais, em especial pela sua alta taxa de transmissão. Até agora, 149 países reportaram casos confirmados. Após a Secretaria Municipal de Saúde confirmar a circulação da variante Ômicron em Bauru, a cidade já registrava 7.149 casos confirmados e 44 mortes.

Conforme dados da Prefeitura Municipal, até 14 de fevereiro , a cidade contabilizava 74.767 casos confirmados de Covid-19, sendo 1.351 óbitos. Após uma semana, no dia 21 , o número de contaminados aumentou para 80.402 e o de óbitos para 1.359. O aumento no número de casos em razão da variante Ômicron pressiona o sistema de saúde da cidade, que possui 90% dos leitos de UTI ocupados neste momento. 

Apesar da preocupação, as vacinas contra Covid-19 se mostram eficazes contra a nova cepa de SARS-CoV-2, uma vez que a maioria dos pacientes que completaram o esquema vacinal, incluindo a dose de reforço, e testaram positivo para a nova variante, são assintomáticos ou apresentam sintomas leves. 

Os sintomas mais comuns em pacientes infectados pela Ômicron são: fadiga, dores musculares (mialgia), dor de garganta, congestão nasal, febre ーem alguns casos, porém, não muito altas.

Pessoas com os sintomas listados podem fazer o teste gratuito de Covid-19. Para ter acesso ao serviço, é necessário fazer o agendamento pelo site: https://www2.bauru.sp.gov.br/agendamentovacinas/

Pontos de testagem: 

  • USFs da Vl. Dutra, Santa Edwirges, Vl. São Paulo, PAC, UBSs do Chapadão/Mendonça, Geisel, Independência, Falcão, Bela Vista e Centro. 
  • Idosos podem fazer o agendamento no Promai.
  • Grávidas e puérperas (até 45 dias pós-parto), podem agendar a testagem na Casa da Mulher. 

Com poucos testes de Covid disponíveis devido à alta demanda, a Secretária Municipal de Saúde não está realizando testagens em pessoas assintomáticas para o coronavírus no momento. 

Segundo o coordenador do Departamento de Saúde Coletiva, Ezequiel Santos, não há necessidade de todos procurarem ao mesmo tempo as unidades de saúde, tanto municipal quanto particular, sobrecarregando o sistema.

Em casos suspeitos ou confirmados de Covid-19 as pessoas devem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS). As UBSs da Vila Falcão, Bela Vista, Geisel, Chapadão/Mendonça e Centro realizam atendimento de livre demanda, incluindo testagem de casos suspeitos de Covid-19 das 17h às 23h e aos sábados, das 7 às 19h.

Já para casos de sintomas graves de Covid-19, dificuldade intensa para respirar ou desconforto respiratório, as pessoas devem se dirigir às Unidades de Pronto Atendimento (UPA).

Além da vacinação completa, para se proteger contra a nova variante Ômicron, é necessário manter as medidas de prevenção já conhecidas, como o uso de máscara, a higienização das mãos e evitar ambientes com uma grande aglomeração de pessoas.

A importância do esquema vacinal completo

Estudos apontam que a vacinação completa continua sendo o método mais eficaz de proteção contra casos graves e mortes. De acordo com a Agência de Segurança de Saúde britânica (UKHSA), os imunizados têm menores chances de desenvolverem a Covid longa, que é quando os sintomas persistem após quatro semanas que a pessoa se recuperou da Covid, independentemente se ela teve a forma leve ou grave da doença.

A Covid longa traz impactos para a qualidade de vida do indivíduo, podendo causar déficit de memória e de aprendizado, distúrbio de comportamento (agressividade e depressão), falta de ar, dor nas articulações, cansaço, insônia e alteração de apetite.

Diante do novo cenário pandêmico, a Organização Mundial da Saúde (OMS) expõe que o risco de reinfecção por coronavírus pela nova variante é seis vezes maior entre pessoas que não tomaram a vacina ou que não completaram o ciclo vacinal, já que a Ômicron pode invadir a imunidade com uma capacidade maior em comparação com as variantes anteriores.

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