Conheça os candidatos e as candidatas ao Conselho Tutelar de Bauru; As eleições ocorrem neste domingo (12)

As eleições para o Conselho Tutelar de Bauru ocorrem neste domingo, dia 12, das 8h até às 17h. Todos os eleitores com título registrado no município estão aptos a participar, devendo votar em um único candidato.
Para votar, é necessário apresentar o título de eleitor e um documento oficial com foto, que pode ser o Registro Geral (RG), a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o passaporte ou a Carteira Profissional. A votação é facultativa.
Jovens entre 16 e 17 anos também podem votar. Para isso, os mesmos documentos precisam ser apresentados, com o comprovante de residência associado ao nome dos pais ou responsáveis legais.
Locais de votação:
Eleitores da 23ª Zona Eleitoral – Escola Estadual Christino Cabral. Endereço: Rua Gérson França, 19-165, Jardim Estoril.
Eleitores da 300ª Zona Eleitoral – Escola Caic. Endereço: Rua Sargento Manoel Faria Inojosa, 9-2, Nova Esperança.
Eleitores da 387ª Zona Eleitoral – EMEF Santa Maria. Endereço: Rua Assumpção, 2-27, Vila Santa Luzia.
O que é o Conselho Tutelar?
O Conselho Tutelar é um órgão permanente e autônomo, que tem como função zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente, como o direito à vida, à saúde, ao lazer, e prevenir abuso e maus tratos. Ele foi criado junto ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em 1990.
Estatutos são um conjunto de leis específicas. No caso do ECA, é um conjunto de leis específicas voltadas para a proteção integral de crianças e adolescentes.
Em Bauru, existem dois Conselhos Tutelares. Cada um deles é composto por 5 conselheiros, que são escolhidos pela população e permanecem por 4 anos. Os próximos eleitos cumprirão seus mandatos no período de 2024 a 2028.
Apuração da matéria
No restante do Brasil, as eleições para o Conselho Tutelar ocorreram no dia 1º de outubro. Em Bauru, houve atrasos na escolha da empresa responsável pela prova aplicada aos candidatos e pelo processo eleitoral. A prova, que ocorreu em setembro, deveria ter sido aplicada em abril.
A lista de candidatos foi divulgada no dia 21 de outubro pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA). A campanha eleitoral teve início no dia 24 e vai durar até às 23 horas e 59 minutos deste sábado.
Os veículos de imprensa tiveram acesso somente aos nomes e rostos dos candidatos, divulgados em postagem do CMDCA. Inicialmente, o Voz do Nicéia acionou o CMDCA para obter os contatos telefônicos ou e-mails dos participantes do pleito eleitoral com intuito de entrevistá-los. O Conselho Municipal não atendeu nosso pedido alegando que a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) não permitiria o compartilhamento dessas informações e que nem todos candidatos teriam concordado.
Ao longo deste período de 19 dias de campanha, a nossa reportagem buscou, então, entrar em contato com os candidatos através de suas redes sociais, embora nem todos tenham perfis abertos ao público geral ou tenham publicações relacionadas às eleições.
Além disso, o Voz do Nicéia esteve presente no único evento público de apresentação dos candidatos promovido pelo CMDCA. A reunião, ocorrida no auditório Centro Administrativo da Prefeitura no dia 7 de novembro (5 dias antes da votação do domingo), foi facultativa e contou com a apresentação de apenas 12 candidatos.
Dos 28 participantes, 7 não visualizaram as nossas mensagens e 8 se recusaram a conceder entrevista. As informações e pospostas contidas nos textos dos 13 candidatos que participaram foram obtidas a partir de entrevistas, que seguiram um roteiro único para todos.
Candidatos entrevistados
Cicera Adejane Santos Ferreira (18)
Cicera Adejane Santos Ferreira tem 44 anos e é formada em Serviço Social pela Universidade Paulista (UNIP) de Bauru. Morava em Taboão da Serra (SP) até se casar e vir para Bauru, onde mora há 12 anos. Tem duas filhas.
Estagiou na Secretaria Municipal de Educação, onde esteve envolvida com processos relacionados à evasão escolar e à educação infantil. Também estagiou no Programa “Minha Casa, Minha Vida”, no qual auxiliava na elaboração de atividades educativas e de entretenimento para as crianças. Fez cursos de extensão sobre Direitos Humanos, Erradicação de Trabalho Infantil, Criança em situação de Rua e estudou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Propostas
Caso seja eleita, Cicera deseja trazer a comunidade para próximo do Conselho Tutelar através de palestras. Também quer fazer um projeto para apoiar a Lei Federal 13.935, de 2019, a qual estabelece serviços de assistentes sociais e psicólogos nas escolas.
Visões de mundo
Cicera apoia a vacinação e reforça o dever dos pais para vacinar os filhos. Ela também não é a favor da redução da maioridade penal por acreditar que os jovens negros e periféricos seriam mais afetados por essa Lei. “Temos a questão do racismo estrutural: principalmente adolescentes negros e menos favorecidos socialmente iriam fazer parte desta estatísticas”, disse.
A candidata ainda ressalta a importância de que a comunidade se faça presente, cobre, observe e denuncie para manter as crianças e adolescentes seguros com suas famílias, para que, assim, a comunidade trabalhe junto com o Conselho Tutelar. Ela acredita estar preparada para o cargo por ter experiência em Serviço Social, pelos estágios que realizou e disse estar comprometida a defender e fazer valer o ECA.
Para votar em Cicera Adejane Santos Ferreira, o número é 18
Maria Lúcia Badin Marques (49)
Maria Lúcia Badin Marques nasceu em Sorocaba e se mudou para Bauru com um ano de idade. Formou-se em pedagogia e atuou por 40 anos como Diretora e Coordenadora Pedagógica nas escolas de Bauru.
Maria Lúcia faz parte do movimento Escoteiro, que atende jovens dos 6 anos e meio até os 21 anos de idade. Foi tanto por meio do trabalho nas escolas quanto no Grupo Escoteiro Tiradentes de Bauru que a candidata estudou o Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA.
Propostas
Será a primeira vez de Maria Lúcia elaborando políticas públicas para crianças e adolescentes. Dentre as propostas, está zelar pelo cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente.
Visões de mundo
Maria Lúcia acredita que o Conselho Tutelar deve olhar o cidadão como detentor de direitos independentemente de sua religião. Acredita também na educação de qualidade como ferramenta para resolver o problema da criminalidade entre os jovens.
Para votar em Maria Lúcia Badin Marques, o número é 49.
Elaine Cristina Celestino (28)
Elaine Cristina Celestino é nascida e criada em Agudos e veio para Bauru no ano de 2005, quando tinha 23 anos. Hoje, com 42 anos, é formada em Serviço Social e atua como assistente social no setor escolar da APAE, onde já trabalhou com o serviço de proteção.
A candidata trabalhou na Organização da Sociedade Civil AELESAB e fez estágio no projeto Formiguinha, um serviço de convivência que tem como objetivo promover a inclusão social e a cidadania solidária de crianças, adolescentes e idosos em vulnerabilidade social.
Propostas
O objetivo de sua candidatura é poder fazer a diferença na vida dos jovens que muitas vezes não possuem uma boa estrutura familiar, a fim de proporcionar a eles um futuro melhor.
Visões de mundo
Elaine se mostra contrária à redução da maioridade penal, pois diz que o sistema penal no Brasil não recupera o adolescente. Acredita no investimento em políticas públicas para adolescentes que mostrem caminhos a seguir e os inserem como cidadãos na sociedade.
Para votar em Elaine Cristina Celestino, o número é 28.
Ana Raquel Bicudo Ferreira (61)
Ana Raquel Bicudo Ferreira nasceu em Lins e se mudou para Bauru com cinco anos de idade. Formou-se como Assistente Social no Instituto Toledo de Ensino. Fez sua pós-graduação em Gestão Empresarial pela Faculdade Integrada de Bauru (FIB).
A candidata atuou com atendimento às crianças no antigo Centro Regional de Registro e Atenção aos Maus Tratos à Infância (CRAMI).
Propostas
Dentre as propostas, estão realizar atendimentos emergenciais, mas também focar na prevenção a fim de cumprir o Estatuto da Criança e do Adolescente. Ela pretende colocar em prática todos os conhecimentos adquiridos em sua formação em Serviço Social.
Visões de mundo
Ana Raquel acredita que a religião não deve interferir ou influenciar no trabalho do Conselho Tutelar. Acredita também que é muito importante garantir a proteção legal de adolescentes vítimas de crimes, já que estes ainda estão em processo de formação.
Para votar em Ana Raquel Bicudo Ferreira, o número é 61.
Suellen Pedra Andrade (36)
Nascida e criada em Bauru, Suellen Pedra Andrade, de 39 anos, mora no bairro Gasparini desde a infância. Cercada por uma família de mulheres atuantes na área da educação, Suellen se formou em Pedagogia e hoje trabalha em um projeto social com crianças de 6 a 15 anos.
Propostas
Suellen afirma que se tornou candidata a fim de promover uma atuação mais presente e preventiva do Conselho Tutelar. Ela se diz qualificada ao cargo por ter vontade de fazer a diferença e por buscar unir Organizações da Sociedade Civil, projetos, escolas e famílias em defesa dos direitos das crianças e adolescentes. A candidata destaca a necessidade de conhecer de fato e ouvir as famílias, estar presente na comunidade bauruense.
Visões de mundo
A candidata se disse favorável à vacinação infantil, chamando atenção para o fato de que o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece a obrigatoriedade da vacinação nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias.
A pedagoga é contrária à redução da maioridade penal. Ela defende que a sociedade e os governos com políticas públicas devem oferecer mais oportunidades para jovens e adolescentes. “Não adianta reduzir a maioridade se você não está dando oportunidades e opções para esses jovens e adolescentes”, argumentou.
Por fim, Suellen acredita que a atuação dos conselheiros tutelares não deve ser influenciada por suas convicções ou crenças religiosas.
Para votar em Suellen Pedra Andrade, o número é 36
Ana Paula Guedes Zimmermann (29)
Nascida e criada em Bauru, Ana Paula Guedes Zimmermann, de 39 anos, é formada em Administração pela Instituição Toledo de Ensino (ITE) e possui MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). É professora de inglês e fez parte do Projeto Alegria, uma organização sem fins lucrativos que faz visita hospitalar.
Propostas
A candidata entende que o Conselho Tutelar é um órgão colegiado, o que significa que toda e qualquer decisão deve ser tomada em conjunto, nenhuma decisão deve ser tomada de maneira particular. Suas prioridades caso eleita serão: as crianças com necessidades especiais e as crianças dentro do espectro autista, assim como a atenção à gestante e parturiente. Para ela, seguindo as premissas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a vida da criança se inicia na gestação e é para essa futura mãe que deve-se prover todos os cuidados necessários.
Visão de mundo
Ana Paula destaca que o ECA estabelece a obrigatoriedade da vacinação infantil nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias. Ela é contrária à redução da maioridade penal, argumentando que eventuais adolescentes que tenham cometido alguma infração paguem nos moldes legais que ocorrem atualmente.
Para a candidata, o Conselho Tutelar deve ser um órgão laico que respeita toda e qualquer crença religiosa.
Para votar em Ana Paula Guedes Zimmermann, o número é 29.
Bruna Lopes Galli Ratto (44)
Bruna Lopes Galli, de 34 anos, nasceu em Ibitinga e se mudou para Bauru com 11 anos de idade. Ela está prestes a se formar em Pedagogia-Licenciatura e atualmente auxilia os pais na administração do restaurante da família. Na área pedagógica, Bruna atuou como voluntária em serviços de acolhimento institucional para crianças e adolescentes pelo período de 2 anos.
A candidata diz que sempre se interessou pelos cuidados de crianças e adolescentes socialmente vulneráveis. Por conta desse ideal, ela quis concorrer ao cargo de conselheira tutelar de Bauru.
Propostas
Bruna conta que enxerga a legislação que trata das crianças e dos adolescentes como muito completa e que, caso eleita, sua principal proposta será de cumprir o dever de efetivar o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Visões de mundo
A candidata acredita que as crenças religiosas podem estar presentes no dia a dia das crianças, desde que tal presença não crie e nem incentive preconceitos e discriminações. Acredita também que a redução da maioridade penal, caso ocorra sem estudo e de modo isolado, servirá apenas para aumentar o já grave encarceramento do Brasil.
Por fim, Bruna defende a imunização das crianças e dos adolescentes. Para ela, vacinar os filhos é um ato de responsabilidade dos pais ou responsáveis legais.
Para votar em Bruna Lopes Galli Ratto, o número é 44
Queila Tais dos Santos Almeida (52)
Queila Tais dos Santos Almeida, de 49 anos, nasceu em Ilha Solteira e se mudou para Bauru com 6 anos de idade. É formada no curso de Treinamento Para Professores Evangelistas de Crianças e no curso de Capacitação Missionária. Atualmente, trabalha como manicure e pedicure e também é revendedora de semijoias.
Queila Almeida se diz qualificada ao cargo por ser honesta, moralmente correta e gostar do que faz. Por isso, tornou-se candidata para o Conselho Tutelar.
Propostas
A principal meta da candidata no possível mandato é garantir o cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) enquanto ocupar a cadeira do Conselho Tutelar.
Visões de mundo
Queila ressalta que, quando se trata de vacinação infantil, a imunização exerce papel fundamental na saúde e na qualidade de vida de crianças e adolescentes. Ela também acredita que o atendimento às crianças deve ocorrer conforme o Parágrafo Único do Artigo 3° do ECA, o qual diz que os direitos mencionados pelo Estatuto devem ser aplicados a todas crianças e adolescentes, não havendo qualquer discriminação de nascimento, situação familiar, idade, sexo, raça, etnia ou cor, religião ou crença, deficiência, condição econômica ou ambiente social.
Quanto à redução da maioridade penal, ela confia na conjuntura atual estabelecida pelo ECA, na qual as regras são utilizadas como medidas socioeducativas.
Para votar em Queila Tais dos Santos Almeida, o número é 52.
Vinicius Alves Thomas (19)
Vinicius Alves Thomas é natural da zona leste da cidade de São Paulo, mas vive em Bauru desde de criança. Ele é educador social, produtor cultural e artista do movimento Hip Hop.
O candidato já atuou em projetos sociais em escolas para falar sobre Hip Hop e participou de atividades no Centro Especializado em Reabilitação SORRI-Bauru e na Fundação Casa.
Propostas
O candidato pretende atuar em defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes trabalhando pelo acesso à educação, à cultura, à arte, à educação preventiva, ao apoio e respeito à base familiar e à garantia da integridade infantojuvenil.
Visões de mundo
Enquanto jovem da periferia, Vinicius defende a importância de trazer esse olhar periférico para dentro do Conselho Tutelar, ampliando a compreensão para as diferentes vivências e condições sociais. Para ele, política e religião não devem se misturar, garantindo que as políticas públicas sejam pautadas em cima de pesquisas e dados, e que as famílias tenham o direito de educar suas crianças a partir das suas perspectivas de mundo e crenças, desde que não infrinjam a legislação.
Para votar em Vinicius Alves Thomas, o número é 19.
Lauraly Aparecida de Jesus (10)
Lauraly Aparecida de Jesus é nascida e criada em Bauru e atualmente atua como conselheira tutelar suplente. É mãe solo de 12 filhos, bacharel em Direito e pós graduada em Conciliação, Mediação e Arbitragem.
Lauraly está na área de causas sociais há 27 anos, realizando a festa “Faça uma criança feliz” e defendendo a promoção e proteção da criança e do adolescente.
Propostas
Dentre as propostas da candidata, estão cumprir com as atribuições dos conselheiros tutelares, dispostas no art. 136 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Além disso, ela disse que vai atuar propondo políticas públicas preventivas na área da saúde e educação, a fim de que os direitos das crianças e adolescentes não sejam ameaçados ou violados.
Visões de mundo
Lauraly acredita que todos têm direito à liberdade religiosa e isso não deve afetar a atuação do Conselho Tutelar. Ela também é contrária à redução da maioridade penal, ao argumentar que essa medida diminuiria a garantia da proteção legal dos adolescentes.
Por fim, a candidata defende a vacinação infantil e destacou que o artigo 14 do ECA, o qual estabelece que o Sistema Único de Saúde (SUS) deve promover a programas de assistência médica e odontológica para a prevenção de doenças no público infantil, torna obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias.
Para votar em Lauraly Aparecida de Jesus, o número é 10.
Antônio Carlos Oliveira (50)
Natural de Inúbia Paulista, Antônio Carlos Oliveira chegou em Bauru aos 3 anos de idade. É técnico contábil e estudante de gestão pública. Por 15 anos foi diretor da Fundação Inácio de Loyola, um abrigo para adolescentes.
Antônio é também membro suplente do Conselho Municipal da Comunidade Negra de Bauru. Além disso, atuou na formação de bibliotecas infantis. O candidato é funcionário da Casa do Garoto, no Serviço Especializado de Abordagem Social.
Propostas
O candidato disse que foi assessor parlamentar e que participou da redação de projetos específicos para crianças. Agora, o foco de seu trabalho é a prevenção do assédio às crianças e adolescentes. Sendo elas vítimas de alguma violência por ação ou omissão da família, da sociedade ou do Estado. O candidato pretende agir de acordo com a legislação e em conjunto com órgãos e instituições como escolas, delegacias, unidades de saúde, Ministério Público. O objetivo de Antônio é criar uma rede de apoio efetiva para crianças e adolescentes.
Visões de mundo
Utiliza-se do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) como ferramenta no próprio trabalho. Antônio acredita que todos cidadãos devem denunciar caso haja violações de direitos de crianças e adolescentes.
Para votar em Antônio Carlos Oliveira, o número é 50.
Bianca Silva Augusto (32)
Bianca Silva Augusto é psicóloga pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, pós graduanda em Logoterapia e Psicopedagogia com ênfase em Educação Inclusiva. Ela foi voluntária numa instituição de acolhimento infantil.
Durante a graduação, ela fez pesquisa e intervenção com crianças com necessidades especiais de aprendizagem, mais especificamente com crianças com apraxia da fala, para ajudá-las no desenvolvimento da fala.
Bianca fez estágio com crianças e adolescentes em oficinas psicoterapêuticas, e com essa experiência ela percebeu que, além de dar suporte à criança e ao adolescente, é necessário dar suporte à base, que é a família. Atualmente, ela atua na área de psicologia escolar num colégio de Bauru.
Essas informações foram retiradas da apresentação da candidata durante a reunião do dia 7 de novembro promovida pelo CMDCA. Para votar em Bianca Silva Augusto, o número é 32.
Matheus Augusto Gobi de Oliveira (55).
Nascido e criado em Bauru, Matheus Augusto Gobi de Oliveira, de 23 anos, é formado em Direito pela Faculdade Anhanguera de Bauru e atualmente trabalha na defensoria pública, na unidade de Bauru.
O candidato afirma que a sua atuação na defensoria pública já esteve envolvida em situações de proteção aos direitos fundamentais da criança e do adolescente, como em casos em que os advogados solicitam, judicialmente, vagas em escolas, transporte escolar ou professor auxiliar.
Propostas
As propostas de Matheus ao cargo de conselheiro tutelar são: fomentar e ampliar programas e equipes multiprofissionais nos setores de educação, saúde e assistência social, com foco na prevenção e enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes, qualificando profissionais para atendimentos de crianças com dificuldades de aprendizagem e/ou deficiência.
O candidato pretende potencializar o Conselho Tutelar e os Serviços da Assistência Social e garantir equipes especializadas multidisciplinares nas escolas de educação básica, com técnicos, fonoaudiólogos, psicólogos, psicopedagogos, assistentes sociais e segundo professor (auxiliar) ou programa de reforço escolar para todas as turmas.
O candidato almeja também garantir o direito de participação de crianças e adolescentes nos espaços sociais por meio de parcerias com a assistência social, rede de ensino, associações de bairros, saúde, conselhos de direito, rede de atendimento às crianças e adolescentes, entidades governamentais e não-governamentais, entre outros, para promover ações nas quais as famílias conheçam e exijam os direitos da criança e do adolescente estabelecidos no Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) e na Constituição Federal.
Visão de mundo
Matheus defende a vacinação infantil ao destacar a Constituição Federal e o Artigo 14 do ECA, o qual estabelece que o Sistema Único de Saúde (SUS) deve promover programas de assistência médica e odontológica para a prevenção de doenças no público infantil.
Para ele, a atuação do conselheiro não deve ser influenciada por crenças religiosas, a fim de não prejudicar o seu trabalho. Matheus se disse contrário à redução da maioridade penal, pois entende que essa medida não reduziria os índices de crimes, como tráfico, roubo, latrocínio e furto, na sociedade brasileira.
Para votar em Matheus Augusto Gobi de Oliveira, o número é 55.
Reportagem: Beatriz Oliveira, Carolyna Bazanini, Gabriel Almeida, Gabriel Rezende, Giovana Keiko, Ítalo Marquezini, Jenyfer Molina, João Rodrigues, Lara Fagundes, Marcela Teixeira e Pamela Raposo
