Conheça a história do bazar que inspira mulheres a terem o próprio negócio no Jardim Nicéia
Por Nathan Nunes e Vinícios Cotrim

Se você acredita que roupas usadas não têm qualidade, é porque ainda não conheceu o bazar Bella Moça, localizado na Rua Manoel Hermano da Silva, antiga rua 6 do Jardim Nicéia. A dona do empreendimento, Gleyce Nonato, se desdobra em várias para oferecer um bom serviço para a clientela. Além da aquisição dos produtos, que variam entre roupas e acessórios, ela também é responsável por arrumar, etiquetar, limpar e, claro, vender todos eles para os moradores.
Tudo começou pela união entre a necessidade e o sonho, pois Gleyce precisava de um emprego que batesse com os horários dos filhos e do marido, que trabalhava durante a noite. “Eu era dona de casa, mas não me sentia bem sem ajudar, sem ter minha renda”, explica a empreendedora. Ela, que sempre mostrou interesse por roupas, encontrou no bazar a condição perfeita, pois poderia trabalhar em casa, sem deixar de fazer o que gosta. Sua principal motivação foi o amor pelos filhos, tanto que o nome da filha, Bella, inspirou o nome do negócio, Bella Moça.
O bazar possui espaço físico e funciona de segunda a sábado, das 9h às 17h. Além disso, Gleyce segue trabalhando o dia todo de forma online, exceto por uma pequena pausa no meio do expediente para colocar o filho Carlos Vicente no ônibus da escola. Os envios dos pedidos são feitos via telefone, whatsapp ou outras redes sociais. Não há taxa para os moradores do bairro. “Aqui, eu entrego para a cliente ou peço para o meu esposo entregar. Mas, fora do bairro, às vezes cobro de 5 a 10 reais, pois entregamos de moto. Sempre tento fazer um frete amigável que não fique tão caro, mas que não me faça perder a venda”, explica Gleyce.
Para o futuro, Gleyce pensa com os pés no chão. “Gosto de dar um passinho de cada vez. Quando comecei, não tinha conforto para atender as clientes no presencial. Aos poucos, isso foi mudando. Meu grande sonho é expandir meu negócio e ter minha marca própria, mas tendo o meu próprio espaço. Não compensa mais alugar, as clientes querem comodidade e o online permite isso”, diz ela.
Às moradoras do Jardim Nicéia que desejam começar no empreendedorismo, Gleyce aconselha “fazer aquilo que gosta”. “Muitas mulheres donas de casa se sentem inúteis por depender do esposo e não ter uma renda própria. Podemos inspirar umas às outras a subir de vida e mudar isso. Se ela conseguiu, eu também posso”, finaliza.
