Temporal atinge Bauru e causa estragos na cidade

Destelhamentos, quedas de árvores e corte de energia elétrica foram algumas das consequências

Por Leticia Aguilar e Maria Luisa Hardt

Foto: g1 / Bauru e Marília

No dia 22 de setembro, um temporal com rajadas de vento atingiu Bauru e causou danos ao município. Conforme aviso da Defesa Civil, os ventos chegaram a 90 km/h, passando a oferecer risco a estruturas e árvores.

Ainda de acordo com a Defesa Civil, a área mais afetada foi o Terminal Rodoviário, com destelhamento e quedas de árvores. Além disso, na Avenida Nuno de Assis, a queda de uma árvore de grande porte atingiu um carro que passava pela via no momento. Por isso, o tráfego de veículos e passageiros ficou interditado. 

No dia seguinte, a Emdurb (Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru)  liberou o acesso da Avenida e consertou os semáforos. Os guichês do Terminal Rodoviário voltaram a funcionar com a ajuda de um gerador.

A prefeitura de Bauru informou que, na quinta-feira (25/09), iniciou-se o processo de recuperação do telhado por uma empresa terceirizada. A previsão para o término do serviço é de 15 dias. O embarque e desembarque está sendo realizado ao lado do estacionamento.

O temporal afetou as redes elétricas e parte do município ficou sem energia por um tempo considerável. A CPFL Paulista organizou-se para restaurar o funcionamento. O Departamento de Água e Esgoto (DAE) informou que 32 dos 42 poços foram afetados pela falta de energia. 

A ventania assustou os moradores do Jardim Niceia. “O que mais me assustou foi o vento. As minhas telhas balançaram, minha cerca caiu. Meu marido trabalha com manutenção aqui e tiveram várias ocorrências para arrumar cerca e fios de energia”, relata Daniela Miranda, rua 6.

Apesar da tempestade e do susto, felizmente, o bairro não sofreu prejuízos significativos.

Essa ventania é comum, de acordo com o aluno de meteorologia da Unesp Bauru, Gabriel Romanini. “Nessa época do ano – especialmente na primavera – ocorre a transição entre os períodos de seca e chuva no Brasil. A consequência disso é que a formação de frentes (sejam elas frias ou quentes) aumenta. Com isso, mais chuvas ocorrem, e com elas, mais vento”.

Segundo o aluno, existe um alerta, dados históricos apontam que ventanias como essas estão cada vez mais intensas e recorrentes, visto que esse tipo de vento extremo é um sinal evidente das mudanças climáticas. 

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