Dia das Crianças faz a alegria da garotada no Jardim Niceia

Entre oficina de pipa, apresentações e brincadeiras, confira todas as atividades oferecidas no evento
Por Carolina Capucho, Carolina Bazanini, Isabela Pitta, Leticia Aguilar, Leticia Cerqueira, Maria Clara Rabelo e Maria Luisa Hardt

Foto: Isabela Pitta

No último sábado (11), aconteceu a festa de dia das crianças no Jardim Nicéia. O evento contou com apresentações de líderes de torcida, breakdance, jiu-jitsu e outras atividades recreativas. A programação foi diversa e atendeu crianças de todas as idades. 

“Eu estava animada para tudo, vou ficar aqui o dia inteiro. Eu queria que tivesse mais atividades e brincadeiras aqui no bairro”, disse Thalita, 10 anos, moradora do bairro e participante ativa das aulas de handball e de jiu-jitsu. 

Foto: Letícia Cerqueira

A festa foi organizada pela equipe do Jornal Vozes do Nicéia e do projeto Ensinando e Aprendendo Handebol, em parceria com a instituição da sociedade civil, Wise Madness, e projetos de extensão da Unesp Bauru. Entre os parceiros estiveram as Texuguetes e o Ao Vivo Em Cores. 

Aline Camargo, professora coordenadora do Vozes do Nicéia, explica que o evento acontece anualmente e que os moradores se engajam. “Eles gostam bastante, nós estamos sempre aqui no bairro, então já há uma identificação”, afirma.

Atividades na quadra 

O evento começou às 9h com uma apresentação de jiu-jitsu. Nos tatames, os alunos do professor Reginaldo mostraram um pouco do que aprendem nas aulas gratuitas que recebem do mestre na Capela São Francisco Xavier, aos sábados.

“O mais importante é dar uma boa disciplina para eles, não só chegar a um campeonato com 20 medalhas. Com o tempo elas enferrujam, vão acabar, mas ensinar educação e respeito dentro de casa é o mais importante para nós”, comenta Reginaldo, sobre o projeto. 

Reginaldo, professor de Jiu-Jitsu, organizando os alunos para a apresentação / Foto: Isabela Pitta

Depois, foi a vez da equipe do Ensinando e Aprendendo Handebol, que atua semanalmente no bairro desde 2023, e preparou uma gincana com a brincadeira “Sol e Lua”. O projeto trabalha com diferentes gerações e inclui pessoas de 8 a 18 anos. 

“A gente sentia que perdia muitas crianças por conta das dificuldades de ir até a Unesp, então a maneira que encontramos de atuar efetivamente foi indo até eles e não exigir que eles viessem até nós para ter direito a essa democratização do esporte”, explica Matheus Freitas, colaborador do projeto.

Para finalizar o ciclo de esportes, o Polegar Futebol Clube, time do Jardim Nicéia, dividiu a equipe em duas e realizou um jogo amistoso valendo um troféu. Com um placar de 6 a 1, a equipe de colete ganhou da equipe com camisa do time.

Sentados no banco, estão Washington, Isake (segurando o troféu) e Gustavo. Em pé, Bryan e Yuri. Todos são jogadores do Polegar Futebol Clube (Foto: Carolina Capucho/Jornal Vozes do Nicéia)

Wise Madness

A Wise Madness é uma Associação Sociocultural que organiza ações sociais para levar a arte às crianças e adolescentes. O projeto tem o perfil de um Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos e trabalha na consolidação dos laços sociais entre as comunidades, além do amparo aos jovens que precisam de suporte. As ações são feitas através de oficinas artísticas e do esporte.  

No sábado, a Wise levou a temática do filme Alice no País das Maravilhas ao bairro. A equipe foi fantasiada e promoveram uma peça de breakdance. “A comunidade precisa de eventos assim, porque conseguimos ampliar um pouco a mente deles, para entenderem que tem outros lugares para conhecerem através do esporte, através da arte”, ressaltou Serginho, professor e educador social da Associação. 

Jasmyn e Alana, moradoras do Jardim Nicéia, estavam entre os dançarinos. Elas contaram ao Vozes que a dança as ajudou a melhorar a concentração. Além disso, na unidade Galpão, as meninas realizam outras atividades, como artesanato e culinária.

“Quando você presta atenção nas aulas, tem como você dançar e fica muito mais legal. Quando você quer apresentar, fica um pouquinho envergonhado, mas consegue apresentar em tudo”, conta Alana. 

Foto: Gustavo Oliveira

Oficina de pipas

A oficina foi ministrada pela Wise Madness e teve início a partir das 11 horas. Aconteceu ao lado da quadra e ensinou as crianças a produzir – do zero – uma pipa, contando com materiais como palitinhos, papéis e linhas.

Crianças se divertindo com a montagem / Foto: Isabela Pitta

Rael foi o principal responsável por instruir o passo a passo da montagem com o apoio de outros educadores, como Serginho e Maicon Dias. 

Maicon conta que a oficina de Pipa foi escolhida por ser algo que está presente no dia a dia deles. “É uma forma de reforçar tanto algo que faz parte da cultura deles, quanto de [nos] aproximar das crianças”, diz.

Maicon e Rael, educadores sociais / Foto: Isabela Pitta

Maria Luiza, de 6 anos, relatou animada que gostou de realizar a atividade e que daria de presente ao seu avô para que ele a ensinasse a soltá-la.

Maria montando sua pipa/ Foto: Isabela Pitta 

Pintura facial

A última recreação do dia foi uma sessão de pintura facial com voluntárias do Ao Vivo e Em Cores. Ellen Oliveira, estudante de Design, é bauruense e visitou o bairro pela primeira vez para desenhar personagens de desenhos animados nos pequenos. 

Texuguetes (líderes de torcida)

As Texuguetes marcaram presença no evento com uma apresentação para demonstrar os movimentos do esporte cheer. 

“A gente planeja fazer uma sequência de movimentos do nosso esporte para que elas tenham uma noção do que a gente costuma fazer no nosso dia-a-dia”, descreveu Jennifer, do curso de psicologia da Unesp.

A líder de torcida  explicou que a apresentação é algo que o time faz nas escolas e que traz empolgação para as crianças. A intenção é que elas tenham tanto a experiência de ver, quanto a de participar. “Então, a gente vai ensinar quais são os movimentos, como fazer, subimos algumas delas e ensinamos algumas delas a subirem outras pessoas”, explica. 

Foto: Gustavo Oliveira

Importância do evento

Beatriz Fernanda Frederico, moradora da Rua André Luiz dos Santos e mãe de Pedro Henrique, falou sobre a importância de um evento de dia das crianças no bairro.

“A gente ser lembrado, as crianças serem lembradas, virem fazer um evento diferente é legal, muito importante. A gente não tem muito essa modalidade de apresentação aqui, de líderes de torcida, geralmente a gente só vê na faculdade mesmo, esse tipo de dança e de apresentação”, comentou. 

Contribuíram para esta festa: Jornal Vozes do Niceia, Ensinando e Aprendendo Handebol, Wise Madness, Texuguetes Cheerleading, Ao Vivo e Em Cores, Tauste Supermercado, Confiança, e os moradores do bairro, com doações. 

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