Moradores do Jardim Nicéia buscam alternativas de transporte além do ônibus

Dificuldades enfrentadas para locomoção diária causam frustração e desamparo

Carlos Martins, Maria Clara Rabelo Nunes, Vivian Eduarda de Oliveira Ferreira e Vitória Mendes

“A rotina é péssima porque não tem ônibus. Os horários são horríveis. Um ônibus é mais alto, outro é mais baixo para subir. Praticamente para os empregos que pego sempre uso dois ônibus!” A realidade da Maria Luzilma, moradora da Rua 6 do bairro Jardim Nicéia, reflete a de muitos outros que precisam utilizar o transporte público diariamente, seja para trabalho, estudo ou por ser a única opção viável no momento. 

Hoje, apenas uma linha de ônibus atende a comunidade: a 1900 – Unip / Centro via Confiança Alimentos, com uma parada única nos arredores do bairro. Além disso, com os horários irregulares e com frota diminuída durante o fim de semana, não é possível suprir a demanda dos moradores. Desta forma, a rotina daqueles que dependem do transporte coletivo para se locomover pela cidade, fica cada vez mais complicada.

Ônibus trafega na Avenida Rodrigues Alves | (Crédito: Carlos Martins/ Vozes do Nicéia).

O valor das passagens também é um fator que dificulta a locomoção. Até abril deste ano, o valor da tarifa dos ônibus em Bauru era de R$ 5,00. Atualmente, o valor inteiro é de R$ 5,75. Estudantes possuem o benefício da meia-passagem e pessoas com deficiência ou com mais de 60 anos de idade podem embarcar de forma gratuita, desde que apresentem um documento de identidade que comprove as informações. Apesar de uma parte da tarifa ser subsidiada pela prefeitura, o aumento trouxe insatisfação para os moradores. 

O reajuste de maio representa uma alta de 15% no valor da tarifa. O gráfico abaixo mostra o histórico do preço da tarifa de ônibus em Bauru – que vem sofrendo um aumento acelerado nos últimos anos. No período de 2014 a 2025, a tarifa passou de R$ 3,00 para os atuais R$ 5,75, ou seja, 91,7% mais cara.

Fonte: Emdurb, Prefeitura Municipal de Bauru, diariodotransporte.com.br, sampi.net.br, G1 | Crédito: Vozes do Nicéia

“É um horror. Pular de R$ 5,00 para R$ 5,75? A gente sobe os degraus devagar, eles [Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano (Emdurb)] deram um pulo muito grande. Tem coisa que eu vou resolver que eu mando meu marido porque ele não paga mais. Eu ainda pago, mas a partir de uma certa idade já tem gratuidade”, relata Maria Luzilma. Para ela, o valor da tarifa tem impacto direto em sua vida e na sua rotina, de forma que, quando não há dinheiro para utilizar o ônibus, é preciso pensar em outras alternativas.

Outro obstáculo enfrentado pelos moradores é o trajeto da linha 1900, que não passa em pontos essenciais de Bauru como as Unidades Básicas de Saúde (UBS), hospitais, empresas, supermercados, etc. Desta forma, a necessidade de fazer integração e utilizar 2 ou mais ônibus para chegar ao destino final é um fator comum na realidade da maioria, fazendo com que uma tarefa simples se torne uma viagem exaustiva e longa.  

O problema da falta de linhas que atendam ao bairro persiste há anos sem solução. Além disso, o único ponto de ônibus do bairro está localizado no topo de uma ladeira, o que impossibilita o acesso de pessoas idosas ou com alguma dificuldade de locomoção.

Além da distância, o mato alto e lixo no entorno do ponto pioram a experiência dos usuários | Crédito: Carlos Martins/ Vozes do Nicéia.

Devido à falta de linhas, muitas vezes, os moradores se locomovem a pé até os pontos de ônibus da Unesp, de onde podem ir direto para o Jardim Ouro Verde, Vila Dutra, Vila Falcão, Rodoviária e outros pontos extremos da cidade, sem precisar da integração. Contudo, a caminhada de 25 minutos em uma subida é inviável para muitos.

A caminhada de quase um quilômetro é mais um obstáculo enfrentado | Crédito: Carlos Martins/ Vozes do Nicéia.

O fato de Bauru não ter um terminal de ônibus, no qual fosse possível ter fácil acesso a ônibus que vão para todas as partes da cidade, é mais um obstáculo enfrentado pelos moradores, não só do Nicéia. Isso ocorre pela complexidade para construir um terminal central e até mesmo um corredor que ligue os pontos principais. Para Archimedes Azevedo Raia Junior, engenheiro de trânsito, é uma possibilidade que depende de outros fatores. 

“Décadas atrás, houve um plano de reestruturação de transporte coletivo que previa a construção de um terminal rodoviário no centro, mas o custo era muito alto e a prefeitura achou por bem não fazer. Para fazer um terminal na área central é preciso desapropriar uma área de terreno muito grande, e o custo para isso é muito alto”, relembra o engenheiro. 

Esse, em conjunto com os demais fatores causam frustração e fazem com que, aos poucos, os moradores do Nicéia diminuam a frequência ou abandonem completamente o transporte coletivo.

Para ilustrar o impacto da utilização do transporte público na rotina dos moradores do Nicéia, o Vozes comparou o tempo de deslocamento médio entre o bairro e alguns pontos importantes da cidade dependendo do meio de transporte utilizado. Foi considerado a saída do bairro às 08h em um dia de semana. Além disso, foram selecionadas as rotas de ônibus com o menor tempo de caminhada possível.

Fonte: Google Maps | Crédito: Vozes do Nicéia

O levantamento mostra que chegar ao Centro de bicicleta é mais rápido do que de ônibus. Mesmo com a distância de 6,3 km do trajeto, utilizar o transporte não motorizado consome menos tempo do que depender do transporte público.

Outro dado que chama a atenção é em relação ao trajeto do Jardim Nicéia até o Núcleo de Saúde do Geisel: fazer essa viagem de ônibus pode demorar até 11 vezes mais do que de carro.

Horários de Ônibus no Bairro

Alternativas de transporte

Considerando as dificuldades, algumas pessoas passaram a buscar e utilizar outras alternativas de locomoção, desde a pé até aplicativos de transporte como Uber e 99. Outras preferiram investir na aquisição de bicicletas e até de carro próprio. Patricia Batista, moradora da rua 5, conta que sua rotina foi facilitada após parar de usar o transporte público. “Hoje, os gastos com transporte me impactam pouco. Tenho um Uno e é bem barato para se locomover para alguns lugares”, comenta. 

A realidade atual de Bauru é um preço médio de R$ 6,00 para a gasolina comum, onde 1 litro de gasolina pode fazer um carro andar de 8 a 12 km, o que em suma, reflete em grande economia mensal de gastos.  Outro morador, que preferiu não se identificar, relata que passou a ir e voltar do trabalho de segunda a sexta de Uber gastando em média R$ 25,00 por dia, resultando em um gasto de R$ 500,00 por mês.

Considerando que um morador utilize dois ônibus para ir e dois para voltar de seu emprego 5 dias por semana, o gasto é de R$ 460,00 mensais. Isso levando em conta a tarifa atualizada (R$ 5,75) e sem a possibilidade de integração. Com a integração na ida e volta, o valor é de R$ 230,00, seguindo a mesma escala de trabalho. Ou seja, para muitos tem compensado mais utilizar transportes por aplicativo ou ter seu carro próprio, pois a diferença de valores é baixa e é preciso considerar o conforto, a facilidade e rapidez do automóvel próprio.

Fonte: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) | Crédito: Vozes do Nicéia

Comparando a tarifa do ônibus em Bauru com cidades de porte parecido, observa-se que a variação média  da passagem entre as cinco cidades citadas na tabela em 2025 é de 0,057%.

Diferentes moradores do bairro optam por se locomover a pé no dia a dia, mas também existem empecilhos nesse processo: o supermercado mais próximo, Confiança Flex, se localiza a 1,7 km, a UBS mais próxima, no Jardim Europa, está localizada a 3 km e a base policial mais próxima se situa há 2 km. Apesar das distâncias não serem muito extensas, esses pontos essenciais poderiam estar localizados mais perto do bairro. 

Além disso, por estar localizada no interior do centro-oeste paulista, Bauru é uma cidade muito quente, o que resulta em dias escaldantes que dificultam a rotina de quem se movimenta a pé. Em conjunto com o baixo número de calçadas, torna-se cada vez mais difícil caminhar pelas vias, seja por necessidade ou por lazer. 

Para Archimedes, o problema é resultado da falta de planejamento urbano na cidade, que por ter um crescimento elevado, torna esse processo ainda mais complicado. “Nós precisamos de mais calçadas, melhores e arborizadas. Porque em Bauru a arborização é horrorosa. É horrível porque não tem! Quando você arboriza, a viagem e o passeio se tornam mais agradáveis e o transporte a pé também é melhorado”, afirma. 

Recentemente, com o asfaltamento do bairro, é possível ter uma locomoção mais segura e sem obstáculos físicos que dificultem a passagem e possam causar acidentes. Esse direito  humano conquistado pelo Nicéia não beneficia apenas as pessoas que utilizam carros, mas também quem usa bicicleta ou anda a pé. Afinal, diminui a quantidade de irregularidades no chão de terra, facilita o caminho durante os períodos de chuva e torna a movimentação mais simples fisicamente.

Faixas de pedestres, ciclovias e a falta de acessibilidade

O transporte a pé é o mais usual apesar de não ser o mais confortável e traz grande economia para os moradores, sendo uma alternativa viável diante das opções. Contudo, é preciso considerar a necessidade das faixas de pedestres para que seja possível atravessar as avenidas com segurança, assim como os semáforos para pedestres. Sem elas, os acidentes são inevitáveis.

As três principais avenidas da cidade, a Nações Unidas, a Duque de Caxias e Rodrigues Alves possuem faixas de pedestre ao longo de sua extensão. Contudo na Avenida Nações Unidas, as faixas são em menor quantidade, muito distante umas das outras e com semáforos que demoram para abrir. Por consequência, há um grande número de atropelamentos de pessoas que atravessam fora da faixa nesta região. 

Segundo o relatório do setor de estatística e geoprocessamento da Emdurb, no ano de 2024, 118 pessoas foram vítimas de atropelamento, sendo 92 adultos, 7 adolescentes e 19 crianças no território de Bauru. O número reflete as dificuldades da mobilidade urbana. 

Na Avenida Duque de Caxias, as faixas estão bem posicionadas e os semáforos funcionam de forma bem ágil, mas o problema é outro: os cruzamentos. Um sinal pode estar fechado, mas o outro abre rapidamente, não deixando tempo suficiente para que o pedestre atravesse em segurança. Nesses locais, é preciso o máximo de atenção. Já a Avenida Rodrigues Alves, que atravessa o centro da cidade, é a que possui o melhor mapeamento e planejamento das faixas de pedestre, segundo o engenheiro de trânsito.

Cruzamento da Rodrigues Alves | Crédito: Carlos Martins
A travessia é facilitada pelos sinais e faixas de pedestres | Crédito: Vozes do Nicéia

“Na Rodrigues tem uma coisa boa: o canteiro central, que é intransponível. Então, as pessoas necessariamente cruzam a avenida pela faixa. Nesse caso, funciona adequadamente. O máximo que o pedestre pode fazer é atravessá-la fora do tempo dedicada a ela”, explica Archimedes.

Entretanto, a situação para os ciclistas é diferente. As poucas ciclovias e ciclofaixas existentes não atendem à necessidade do público. Apesar de serem similares, elas possuem funções diferentes. As ciclovias ficam localizadas ao lado das pistas principais utilizadas pelos automóveis, separadas por um canteiro, uma grade ou até mesmo uma faixa para indicar o espaço disponível. Elas são exclusivas para bicicletas.

Já as ciclofaixas são identificadas com sinalização através de pinturas no chão. Nesse caso, são localizadas nas vias compartilhadas com outros veículos. Ambas estão presentes em Bauru, contudo, algumas só podem ser utilizadas aos finais de semana. Nos outros dias, fazem parte da pista de automóveis.

Outro problema enfrentado são as ciclovias e ciclofaixas que terminam no meio de avenidas, deixando o ciclista sem saída e sem chegar ao destino final, podendo causar acidentes graves. Apesar da topografia de Bauru não ser propícia para a realização de um plano urbano efetivo a todos os meios de transporte, é possível criar opções que facilitem a movimentação da população.  

Para Archimedes, é necessário pensar em alternativas novas, implantá-las da melhor forma possível e, principalmente, fiscalizá-las após a aplicação para ter a certeza de que funciona e corrigir possíveis erros. Desta forma, a infraestrutura poderá ter um efeito positivo, não só para os ciclistas e pedestres, mas para todos que utilizam as avenidas e ruas de alguma forma.

“Não adianta a prefeitura construir ciclofaixas ou ciclovias que não ligam a lugar nenhum. Isso é uma coisa fundamental. Infelizmente, as ciclovias são criadas, mas eles [os órgãos gestores da prefeitura] esquecem que elas precisam se interligar. Se não, você coloca o ciclista lá e em determinado momento a faixa acaba e ele fica jogado no meio do trânsito. Isso não é bom para o ciclista”, observa o engenheiro.

Além disso, Archimedes menciona a necessidade de existir uma infraestrutura que se complemente a isso e que auxilie o ciclista em sua rotina, como por exemplo, a criação de bicicletários. Outra possibilidade é o aumento da arborização nas áreas de ciclovia, diminuindo o calor e a área de sol enfrentada pelos ciclistas e pedestres na região.

Plano de Mobilidade Urbana: o que é?

O Plano de Mobilidade de Bauru (PLANMOB) foi desenvolvido pelo Grupo de Trabalho instituído pelo Decreto Municipal nº 13.417, de 1º de junho de 2017, composto representantes da sociedade civil e do poder público, sob a coordenação da Secretaria de Planejamento (SEPLAN) e apoio operacional da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano (EMDURB) e publicado em decreto no ano de 2019.

Para que mudanças realmente sejam implementadas, é necessário a atuação de dois órgãos importantes: a Prefeitura Municipal de Bauru e a Emdurb. Eles são responsáveis pela criação e efetivação do Plano de Mobilidade Urbana de Bauru, que foi instituído em 2019 e que, segundo o mesmo documento, deve ser reavaliado e revisto em um prazo que não ultrapasse 10 anos da publicação do decreto, ou seja, válido até 2029.

Para efeitos de comparação, há 6 anos atrás, mesmo ano da publicação, a frota de Bauru apresentava um número de 178.207 automóveis, segundo o IBGE e a frota de ônibus apresentava 216 veículos circulando na cidade. Em dados mais recentes de 2024, são 185.024 carros próprios e um pouco mais de 230 ônibus, segundo o Presidente da EMDURB. A população também aumentou de 373,000 para um número de 391,000. Esses números demonstram que a população optou muito mais por veículos próprios, já que o crescimento das frotas não acompanhou  o aumento populacional.

O que é a Emdurb e o que ela diz a respeito do assunto?

A EMDURB é Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru que tem a responsabilidade de gerir e organizar a eficiência do Transporte Público, o Trânsito, Limpeza Pública e Desenvolvimento Urbano da Cidade de Bauru. Dentro da EMDURB, há a atuação da Associação das Empresas do Transporte Coletivo Urbano de Bauru, a TRANSURB, órgão responsável pela emissão de cartões de ônibus, venda de créditos tarifários e repasse da verba às operadoras: Cidade Sem Limites e Grande Bauru. A Transurb transporta todo mês pouco mais de 1,38 milhão de passageiros.

 No decreto n° 14.446, é previsto que o serviço de transporte público coletivo seria acessível a toda população mediante pagamento individualizado, com itinerários e preços fixados pelo poder público. Além disso, o Plano de Mobilidade prevê um acesso democrático para todos os meios de transporte previamente mencionados, sejam eles individuais ou coletivos.

Em resposta via WhatsApp, a assessoria de imprensa da Emdurb, empresa responsável pela gerência do transporte coletivo no município, relata que a execução do plano está sendo feita periodicamente e de acordo com a demanda da população. Além disso, através da atuação de uma empresa especializada que elaborou o Plano de Transporte Coletivo e dos estudos realizados, é possível analisar possíveis mudanças e aplicá-las de forma gradativa.

A empresa também comenta o processo de recebimento e cumprimento das demandas. “Todas as demandas recebidas, seja presencial, seja por meio dos canais oficiais de comunicação e que contenham todas as informações necessárias (linha, horário, data, sentido de viagem, local de embarque, etc), são submetidas à fiscalizações presenciais, pesquisas e levantamentos pertinentes”, explica.

Contudo, apesar das garantias do funcionamento do Plano, a realidade relatada pelos moradores do Nicéia difere disso. Mesmo com reclamações sobre a superlotação e a insuficiência de horários e linhas, para a Emdurb, é preciso justificativas maiores para realizar mudanças. “Quanto maior a demanda de um bairro, maior a oferta para o mesmo. Desde que haja demanda de usuários que justifique a implantação, é possível reforçar a linha já existente com mais horários e carros, não sendo necessária a implantação de novas linhas”, informa.

O que é preciso mudar no transporte coletivo?

A partir de todas as dificuldades enfrentadas diariamente, para os moradores do Nicéia, é necessário que mudanças ocorram para que o transporte coletivo ofereça um serviço adequado e atenda às necessidades do bairro. Para a moradora Rosimeire Adriana Prata, um dos principais pontos a melhorar é a localização do ponto de ônibus. 

“Seria bom se o ônibus descesse mais aqui para baixo, porque o ponto é lá em cima, tem que andar muito e ainda é subida. Quando ele vem do centro, ele para aqui, mas para pegar, ainda tem que subir lá em cima. Então não mudou nada para nós”, afirma Rosimeire.

Maria Luzilma concorda com Rosimeire e acredita ser necessário essa mudança. “Eu sou a favor que passe a linha dentro do bairro, nada melhor. E deixar ônibus de sábado e domingo, pelo menos nos horários de pico para ir e voltar”, relata a moradora.

Com essas e outras mudanças demandadas pelos moradores, será possível resolver os problemas que envolvem o transporte público e a mobilidade urbana no geral. Assim, os moradores estarão satisfeitos, terão suas necessidades supridas e voltarão a utilizar o ônibus com maior frequência, não tendo que recorrer a outras alternativas para percorrer determinada distância.

Créditos: Vivian Ferreira e Carlos Martins

Um comentário sobre “Moradores do Jardim Nicéia buscam alternativas de transporte além do ônibus

  1. excelente reportagem ….Mostrou muito bem a péssima gestão da Endurb e a prefeitura sobre atender a população.

    parabéns ao repórter.

    Deveria ser noticiado em grandes veículos de comunicação essa reportagem.

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