Junho é o mês das festas juninas. Tradições como pular a fogueira, dançar quadrilha e aproveitar quitutes como a quirera e a pamonha, sempre fizeram parte do costume brasileiro… E para os moradores, o que faz a festa junina ser tão especial?

Por Eduarda Cardoso, Julie Anne e Larissa Mateus

Thayna, 11 anos (à esquerda)

Créditos: Eduarda Cardoso/Voz do Nicéia

“Eu vou na festa da minha escola Ernesto e lá vou dançar quadrilha. A gente vai ter que levar alguma coisa para ajudar. Minha comida preferida de festa junina é a paçoca. Para a festa, minha mãe disse que vai fazer trança no meu cabelo para eu dançar.”

Maria Castorina, 76 anos (à esquerda)

Créditos: Beatriz Oliveira/Voz do Nicéia

“Eu me lembro do tempo dos meus pais e avós. Eles sempre faziam festa junina. A minha família é do Paraná e nessa época do ano bastante gente se reunia na casa deles. Eles matavam porcos, faziam pão, pipoca, biscoito de polvilho e canjica. Era um tempo muito legal.”

Nadielly, 11 anos

Créditos: Julie Anne Alves dos Santos/Voz do Nicéia

“O que eu mais gosto das festas juninas são as comidas: pipoca e canjica.”

Lurdes Moreira, 55 anos (está vestida de roxo)

Créditos: Eduarda Cardoso/Voz do Nicéia

“Esse ano não vou celebrar a festa junina porque vou viajar, mas sempre comemoro aqui ou em Minas. A melhor parte é a dança, eu adoro dançar, adoro forró. Tudo é bom. Não tem mais as músicas antigas e sinto falta disso. Na minha infância, a gente pulava quadrilha onde minha mãe trabalhava.”

Adriana Fátima da Silva, 40

Créditos: Eduarda Cardoso/Voz do Nicéia

“Não dá tempo para ir às festas do bairro porque trabalho à noite. Saio meia-noite, uma hora da manhã do serviço… Aí fica difícil. Mas minha irmã vai fazer uma festinha junina na casa dela, e aí, junta a família, né? Cada um vai levar um prato. Eu vou levar a pamonha.. Nós gostamos de um fervinho.”

Osvaldo Ribeira da Silva, 63

Créditos: Eduarda Cardoso/Voz do Nicéia

“Sou católico e apoio. Para a festa junina, eu dou valor. Eu amo, eu amo, eu amo, eu amo. Pulo fogueira e tudo! Esse ano, não tenho base de onde vou comemorar. Na igreja católica aqui do bairro não costuma ter, não. Nas outras têm e vou nessas igrejas sozinho. Gosto de comer de tudo um pouco. Gosto de canjica. Quentão, não… Tô fora!”

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