A Ordem de Serviços para a execução da obra de pavimentação asfáltica foi assinada pela prefeita Suéllen Rosim (PSD) no dia 28 de abril; O prazo da obra era de 4 meses
Por Gabriel Rezende

O engenheiro Giovane Guerreiro, designado pela empresa Conceito Urbanização Terraplanagem Ltda EPP para a obra de pavimentação asfáltica do Jardim Nicéia, afirmou, no último dia 30, que a construtora vai mandar para a Prefeitura de Bauru um relatório contendo demandas de manutenção e limpeza de bocas de lobo do bairro que não estavam previstas no projeto original da licitação.
Bueiros antigos espalhados pelas ruas do bairro pelas quais a empresa tem implantado guias e sarjetas foram danificados ou ficaram entupidos com terras e entulho, devido à passagem do maquinário e execução dos serviços.
“Onde já haviam bocas de lobo prontas nos locais que passamos com a obra, elas [bocas de lobo] não estavam em nosso projeto original. Porém, com o maquinário passando e com a obra rolando, caía sujeira ou danificava. Então, teremos que refazer e limpar. Como não estava em nosso orçamento, teremos que passar para a Prefeitura para que, com a autorização, seguirmos para deixar tudo certinho”, afirmou o engenheiro à nossa reportagem.
Licitação é um procedimento por meio do qual as administrações públicas, como é o caso da Prefeitura de Bauru, contratam empresas privadas para execução de obras e serviços através de ampla concorrência. Iniciada em 8 de maio, a obra no Jardim Nicéia tinha o prazo de quatro meses.
A empresa Conceito Urbanização Terraplanagem foi contratada para executar 22 mil metros quadrados de pavimentação asfáltica, 5 mil metros de guia, 130 metros de galerias de águas pluviais, 3 poços de visita e 4 bocas de lobo tripla. O investimento foi de R$ 2.920.641,60 (dois milhões, novecentos e vinte mil, seiscentos e quarenta e um reais e sessenta centavos) dos cofres da Prefeitura.

O relatório sobre as bocas de lobo não foi o único caso em que a construtora pediu à Secretaria de Obras uma autorização para realizar serviços não previstos no projeto original. No início de junho, a empresa solicitou a revisão do projeto de drenagem para poder implantar um sistema de águas pluviais na rua Francisco Polido, e não somente na rua Manoel Hermano dos Santos (antiga rua 6).
Quando entrevistado em junho, Guerreiro alegou que, sem a tubulação para água das chuvas, a rua poderia sofrer com futuros alagamentos. Isso porque a Francisco Polido apresenta um desnível em relação às ruas Manoel Hermano dos Santos e Valdemar Ferreira dos Santos.
A obra chegou a ficar paralisada por três semanas, enquanto a Secretaria de Obras analisava a solicitação da construtora. Nesse período, a antiga rua 6 foi deixada com bueiros abertos, materiais de construção e buracos sem sinalização espalhados pela via.
Até o momento, os sistemas de drenagem já foram finalizados e guias foram implementadas na maior parte do bairro, restando ruas como a Quatro e a Um. Há acúmulo de entulhos e de terras nas ruas Dolores Fernandes Balderrama (antiga rua cinco) e Francisco Polido, onde também há calçadas e bocas de lobo quebradas.
O que disse a Prefeitura
Através de sua assessoria de imprensa, a Prefeitura informou que a “empresa contratada é a responsável pela limpeza das bocas de lobo construídas por ela”. Já quando o problema é constatado nas bocas de lobo das galerias existentes, ou seja, os bueiros que existiam antes da obra de pavimentação, “a responsável pela limpeza e desobstrução é a equipe de Drenagem da Secretaria de Obras”.
Sobre a autorização para os serviços nas bocas de lobo do bairro, a Prefeitura disse que a construtora ainda não fez a solicitação oficialmente, mas que, “em tratativas verbais, a empresa ficou responsável de apresentar croqui de localização e planilha orçamentária”, isto é, os documentos contendo as localizações dos bueiros e o quanto custará para a Prefeitura.
Os serviços serão executados, a princípio, em cerca de dez bocas de lobo, segundo o que foi passado pela empresa à Secretaria de Obras. A assessoria afirmou que as ações nos bueiros podem ser feitas ao mesmo tempo que a pavimentação das ruas, que ainda não começou.
Após o recebimento da solicitação, o tempo de resposta da Secretaria de Obras à construtora deve ser de uma semana, segundo a assessoria. Isso porque a Obras deve somar o serviço nas bocas de lobo à implantação do sistema de águas pluviais na rua Francisco Polido, que não estava prevista no projeto original.










Deixe um comentário